IV Congresso International de Educação Artística y Visual. CONTRIBUIÇÕES A PARTIR DA PERIFERIA

Jaén (Espanha), 19 a 21 de abril de 2012

Apresentação
O conhecimento tem sido veiculado a partir de um enfoque eurocêntrico, usando um discurso homogeneizador, um pensamento único e imposto a parir de um modelo económico globalizado e com um único interesse, o mercado. Tampouco a arte se salvou deste olhar limitador deixando fora do seu campo visual, longe dos seus interesses, realidades menores, marginais, excêntricas… às vezes, simplesmente, distintas, somente toleráveis pela sua condição de irredutível “outridade”. Muitas de estas realidades permaneceram “ocultas”, tendo sido “evitadas” mas hoje muitas das “minorias” adquiriram capacidades de se de la auto-representarem o que as tornou mais visíveis.
Mais além, teremos que observar ver a realidade com olhos heterodoxos, criativos e inovadores para vencer a invisibilidade de tudo o que sai dos centros de poder. Temos que lutar por um cambio de olhar que nos traga o eixo epistemológico necessário, que identificando e defendendo os diversos interesses nos ajude a apostarmos nas margens, na órbita da periferia a partir da qual possamos ser capazes de questionar estruturas e de actuar a partir da responsabilidade social, favorecendo a circulação de um pensamento, um arte, um conhecimento diverso e enriquecedor.
Nesta ocasião queremos oferecer um espaço de discussão onde sejamos capazes de vermos até que ponto somos estrutura consciente ou massa mediatizada, e até que ponto nos entendemos como parte de uma sociedade para qual devemos contribuir a partir da arte e do seu âmbito educativo com práticas desarticuladoras deste “mercado global” em cuja órbita já estamos todos metidos quer o queiramos quer não.
A filosofia da periferia, para nós, é a filosofia que flexibiliza o olhar, que nos faz crescer para abarcar mais. Se a filosofia dos centros de poder não é mais do uma ontologia enunciadora de uma mesmidade, a filosofia da periferia é a da outridade, a das outras realidades, das que se ocultam, das que se evitam, das que não se vêm.
Tenhamos então a valentia de ver se fomos convertidos, sem nos dar conta, ao convencionalismo e ao “rogar a nossa aceitação social”. Tenhamos então a valentia de comprovar que não entramos na elite dos excêntricos nem no saco dos que olham o dedo que aponta a lua.

Sejamos radicais e tiremos a arte e a sua educação dos mecanismos estanques, das linhas estabelecidas e levemo-nos ao activismo periférico que facilita o movimento de pensamento e de intercambio cultural.

Sejamos radicais à nossa maneira de entender à arte, não porque somos modernos mas porque temos o valor de questionar as inércias do poder, do estabelecido, do mercado.

Sejamos radicais ao reflectir sobre a nossa participação-acção na sociedade.

Sejamos radicais ao reflectir sobre a nossa responsabilidade profissional

Tópico e linhas temáticas do congresso: Contribuições a Partir da Periferia
1. Políticando as culturas
2. Visibilidade dos grupos de não poder, minorias, excluídos, etc.
3. Intervenção artística e reconstrução social
4. Outra didáctica, outra pedagogia

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